Beleza natural às carradas a contrastar com o desmazelo das coisas simples.
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Em 14.10.2018, no dia seguinte à tempestade Leslie, escrevi aqui acerca da impreparação do executivo camarário da altura, espelhado no facto de quase não se verem operacionais na rua.
Chegou agora a vez da Kristin, e o nome é apenas um pormenor na desgraça que estes acontecimentos têm em algumas pessoas em particular e nas populações em geral.
Desta vez, às 6 da manhã, cruzei-me com muitas equipas a remover árvores, a desobstruir caminhos, a sinalizar perigos iminentes, e acredito que tudo isto é fruto de preparação, e sim, de experiência anterior, mas é de louvar que haja voz de comando firme e com suficiente juízo de antecipação para, não podendo evitar a desgraça, pelo menos ter logo nos momentos, horas e dias subsequentes, o maior número de operacionais a ajudar as populações, as quais, além do apoio directo, sentem nessa presença um alívio e conforto que no Leslie me pareceu ausente.
Sendo crítico deste Presidente de Câmara ( cada um achará o que quiser sobre os meus argumentos ), tenho de prestar homenagem à forma como vi a gestão das primeiras horas. Obviamente, o balanço a prazo iremos fazendo a par e passo.
A algumas horas de distância, podemos no entanto confirmar aquilo que o pós-Leslie nos mostrou nos passados 7 anos, o facto de mais uma vez, independentemente de quem é atingido directamente, uma comunidade fica sempre mais pobre e mais receosa.
A reacção rápida e concertada deste evento, traz alguma esperança de que mesmo que as tempestades e alguns dos estragos sejam inevitáveis, a forma como as autarquias se preparam e reagem, trará algum conforto a quem é atingido directamente e a quem não o sendo, tem empatia pelo seu próximo.
Desta vez, obrigado Dr. Santana Lopes e todos os que contribuiram para esta perspectiva.
Por cá, estaciona-se onde é proibido ( com lugares "legais" ao lado ), e até o presidente da câmara acha que se deve fazer mais estacionamento, sem quaisquer dados acerca dos fluxos de trânsito/pessoas ( e até tem um vereador com pós-graduação em psicologia do trânsito ).
Eu percebo que é preciso que venha muita gente à Figueira, independentemente do que a cidade perca ou ganhe, ou do que isso significa para a qualidade de vida da esmagadora maioria dos munícipes que não têm restaurantes ou hotéis.
Ouçam se tiverem interesse. Se não, retomem os likes e as loas.
O importante temporal de Janeiro de 1996
Durante a madrugada do dia 7 de Janeiro de 1996,
o mau tempo fez-se sentir com grande violência,
com muita chuva e rajadas de vento forte a provocarem
a queda de árvores e andaimes na área urbana da
Figueira da Foz. Os efeitos mais desastrosos
verificaram-se no litoral, com ondas enormes a galgar
a avenida em volta do Forte de Buarcos e a atirar com
barcos e pedras para a faixa de rodagem. Ocorreu
galgamento oceânico na praia alta da Figueira da
Foz, com acesso pela zona de exploração de areia
junto ao molhe norte, provocando grande inundação
da antepraia e atingindo a base da torre do relógio
(Foto 1). A maioria dos “apoios de praia” situados na
praia alta sofreram estragos sendo o restaurante “O
Bote”, mais uma vez, seriamente destruído e ficando
parte do seu recheio espalhado pela praia. A praia da
Figueira da Foz foi fortemente fustigada pelo mar,
verificando-se uma tão grande erosão que impediu a
extracção de areia na praia durante vários dias. Este
temporal produziu significativa erosão no litoral
português, ficando muito marcado no perfil transversal
das praias, evidenciado, nomeadamente, por ALMEIDA
& AMARAL (1996) que estudaram a evolução das
praias do sector Quiaios-Gala durante o inverno de
1995/96 através da realização periódica de perfis
topográficos transversais à praia-duna.
A erosão nas praias do Cabo Mondego à Figueira da Foz
(Portugal centro-oeste), de 1995 a 1998 *
P. Proença Cunha**
J. Dinis*
Já várias vezes abordei o assunto, a última há cerca de um mês.
O Presidente da Câmara retomou o tema há uns dias.
E aos costumes disse:
Que terá o "exercício de autoridade pública e estará aberto ao público".
Que estão a trabalhar nas últimas formalidades, as quais estão a ser concluídas.
Contudo, também disse:
O destino a dar ao espaço, será conhecido a "seu tempo".
Vamos esperar mais uns meses. É possível comprar o Cabo Mondego.
A mim soa-me a salada de palavras, e estranho que ainda não se tenha questionado a aparente contradição entre o "está feito, é nosso" e o "vamos aguardar, talvez seja possível".
Por fim, devia preocupar que após 4 anos ( pelo menos ) deste dossier, ainda não se tenha um esboço do que se quer ou pode fazer ( o Presidente disse há uns tempos que o mesmo podia comportar espaços de ensino, investigação e turismo ).
E não me leiam mal: Eu QUERO ( muito! ) que a câmara compre o espaço, o recupere e o torne uma referência nacional e, se possível internacional.
Mas também quero clareza e propósito. E isso, tem sido um parente ausente em toda esta saga.
E também gostava de ouvir o que a nova Junta acha, e, tendo alguma ideia sobre o assunto, que a fizesse saber aos fregueses.
Um cancro.
Não há outra designação.
Mas é um cancro permitido, ao arrepio da lei.
A sinalização existe há anos: moradores, descargas. É clarinha como água. É fácil saber quem é morador e quem descarrega. A PSP tem nos computadores a base de dados para saber a quem pertence uma viatura.
Alguns fregueses querem rua aberta para todos. Perguntem-lhes porquê, e é quase certo levarem com uma resposta da treta, tipo "os idosos que lá moram", "as viaturas de emergência" e "a falta de estacionamento para os turistas".
A rua não está nem nunca vai estar vedada a idosos, moradores, fornecedores e muito menos a veículos de emergência.
O estacionamento para turistas, é uma imbecilidade de quem não sabe do que está a falar.
Quando tudo o resto falha, a dor na carteira é o melhor meio de educar.
Não vai ser neste mandato, nem com esta Presidente.
Dir-vos-ia que pensem em Outubro, mas o menu é tão fraquinho, que só quem acredita no Pai Natal é que acha que vamos melhorar.
Já tinha aqui escrito sobre o assunto, lamentando que naquele local tenham semeado excesso de pilaretes e na curva do cemitério nem um pilarinho.
O presidente da câmara numa página sua numa rede social, afirma que existem muitos locais no concelho onde os pilaretes que estão a ser retirados podem ser relocalizados.
SUGESTÃO:
CURVA DO CEMITÉRIO
CURVA DO CEMITÉRIO
CURVA DO CEMITÉRIO
CURVA DO CEMITÉRIO
CURVA DO CEMITÉRIO
CURVA DO CEMITÉRIO
CURVA DO CEMITÉRIO
Buarcos aguarda. Agradecimentos, só depois.
Em 2020 era assim:
Para conseguirem pedonalizar uma via que pelo desenho e sinalização já é quase ( na teoria ) só para peões, criam mais obstáculos ao peão.
Como diz o maior mártir da história de Portugal ( segundo ele ), "porreiro, pá!".
Fazer cumprir a lei é que é mais complicado. A Polícia Municipal deve ser a solução ( assim o diz o presidente da...câmara ), já que a PSP, claramente, não é. Ou a culpa reside noutro lado?
Seja pelo que for, a lástima da 5 de Outubro é apenas uma das facetas que mostram um Buarcos desprezado pela câmara com o silêncio ou incapacidade da junta.
Mas como estamos no verão, deve prevalecer a teoria de que quanto mais gente melhor, e não convém fazer ondas para não prejudicar a imagem grandiosa da terra.
Buarcos não merece. Alguns buarqueiros, sim.
O Zé Esteves era cascado de alto a baixo porque fazia umas estátuas ( que achei uma aberração ) e um mural de de azulejos ( que acho fantástico, especialmente para tirar morbidez ao local ) no cemitério.
Ninguém se indigna do lixo e do desleixo?