quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Elogie-se quando o elogio é merecido.

 Em 14.10.2018, no dia seguinte à tempestade Leslie, escrevi aqui acerca da impreparação do executivo camarário da altura, espelhado no facto de quase não se verem operacionais na rua.

Chegou agora a vez da Kristin, e o nome é apenas um pormenor na desgraça que estes acontecimentos têm em algumas pessoas em particular e nas populações em geral. 

Desta vez, às 6 da manhã, cruzei-me com muitas equipas a remover árvores, a desobstruir caminhos, a sinalizar perigos iminentes, e acredito que tudo isto é fruto de preparação, e sim, de experiência anterior, mas é de louvar que haja voz de comando firme e com suficiente juízo de antecipação para, não podendo evitar a desgraça, pelo menos ter logo nos momentos, horas e dias subsequentes, o maior número de operacionais a ajudar as populações, as quais, além do apoio directo, sentem nessa presença um alívio e conforto que no Leslie me pareceu ausente.

Sendo crítico deste Presidente de Câmara ( cada um achará o que quiser sobre os meus argumentos ), tenho de prestar homenagem à forma como vi a gestão das primeiras horas. Obviamente, o balanço a prazo iremos fazendo a par e passo.

A algumas horas de distância, podemos no entanto confirmar aquilo que o pós-Leslie nos mostrou nos passados 7 anos, o facto de mais uma vez, independentemente de quem é atingido directamente,  uma comunidade fica sempre mais pobre e mais receosa.

A reacção rápida e concertada deste evento, traz alguma esperança de que mesmo que as tempestades e alguns dos estragos sejam inevitáveis, a forma como as autarquias se preparam e reagem, trará algum conforto a quem é atingido directamente e a quem não o sendo, tem empatia pelo seu próximo.

 Desta vez, obrigado Dr. Santana Lopes e todos os que contribuiram para esta perspectiva.

  

domingo, 11 de janeiro de 2026

Entretanto, na Figueira discute-se o aumento do estacionamento.

https://sapo.pt/artigo/antes-da-covid-tinhamos-cerca-de-129-mil-toneladas-de-co-produzidas-por-carros-hoje-estamos-em-157-mil-o-carro-e-rei-e-senhor-696360331e204725c2478ed3


Por cá, estaciona-se onde é proibido ( com lugares "legais" ao lado ), e até o presidente da câmara acha que se deve fazer mais estacionamento, sem quaisquer dados acerca dos fluxos de trânsito/pessoas ( e até tem um vereador com pós-graduação em psicologia do trânsito ).

Eu percebo que é preciso que venha muita gente à Figueira, independentemente do que a cidade perca ou ganhe, ou do que isso significa para a qualidade de vida da esmagadora maioria dos munícipes que não têm restaurantes ou hotéis.

Ouçam se tiverem interesse. Se não, retomem os likes e as loas. 

  

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

7 de Janeiro de 1996.

 O importante temporal de Janeiro de 1996
Durante a madrugada do dia 7 de Janeiro de 1996,
o mau tempo fez-se sentir com grande violência,
com muita chuva e rajadas de vento forte a provocarem
a queda de árvores e andaimes na área urbana da
Figueira da Foz. Os efeitos mais desastrosos
verificaram-se no litoral, com ondas enormes a galgar
a avenida em volta do Forte de Buarcos e a atirar com
barcos e pedras para a faixa de rodagem. Ocorreu
galgamento oceânico na praia alta da Figueira da
Foz, com acesso pela zona de exploração de areia
junto ao molhe norte, provocando grande inundação
da antepraia e atingindo a base da torre do relógio
(Foto 1). A maioria dos “apoios de praia” situados na
praia alta sofreram estragos sendo o restaurante “O
Bote”, mais uma vez, seriamente destruído e ficando
parte do seu recheio espalhado pela praia. A praia da
Figueira da Foz foi fortemente fustigada pelo mar,
verificando-se uma tão grande erosão que impediu a
extracção de areia na praia durante vários dias. Este
temporal produziu significativa erosão no litoral
português, ficando muito marcado no perfil transversal
das praias, evidenciado, nomeadamente, por ALMEIDA
& AMARAL (1996) que estudaram a evolução das
praias do sector Quiaios-Gala durante o inverno de
1995/96 através da realização periódica de perfis
topográficos transversais à praia-duna.

 

A erosão nas praias do Cabo Mondego à Figueira da Foz
(Portugal centro-oeste), de 1995 a 1998 *
P. Proença Cunha**
J. Dinis*