terça-feira, 9 de abril de 2019

Da aldeia para o Mundo!

A vida tem ironias que não parecem casuísticas. O homem que liderou a Câmara Municipal da Figueira da Foz nos últimos 10 anos, sai antes de cumprido o mandato ( o terceiro! ) para secretário de Estado do Ambiente. Sim, leram bem: A-M-B-I-E-N-T-E!!
Desconheço quais os pergaminhos que recomendariam a sua nomeação para a área, mas os últimos 10 anos informaram-me das razões pelas quais o Ambiente é algo que não faz parte "da cena" de João Ataíde.
Quais são elas? Todas as posições passadas e actuais deste executivo camarário e do seu líder, nas questões que bulem com o ambiente no concelho.

Serra da Boa Viagem: não se lhe conhece qualquer acção no sentido de reorganizar, reflorestar e tornar mais atractivo para os munícipes, um espaço que é FABULOSO!!!
- Tem um dos miradouros com vistas mais fantásticas que conheço ( não, não é a Bandeira ), e deixa que uns eucaliptos de um particular que nem se importaria de os cortar, a título gratuito ou por um preço, tape completamente tal vista. Falo do Abrigo da Montanha.
- Não lhe conheço qualquer acção no sentido de conjuntamente com a tutela - ICNF -, proceder à reflorestação criteriosa de um espaço que foi fortemente afectado pelos incêndios de 1993 e 2005, e pelos temporais de 2013 e 2018, eliminando a praga das acácias e introduzindo espécies consentâneas com aquilo que foi idealizado inicialmente para o Prazo de Santa Marinha, e que foram quase totalmente dizimadas por aqueles desastres.
- A este propósito, na esteira do temporal Leslie e passados que estão 6 meses, só agora vem a limpeza, que durará, dizem, 4 meses, a qual não aconteceu antes por burocracia inerente a "concurso e hasta pública", e a necessidade de ter em conta "quatro marcos de património", informou o "competente" vereador. Mas a culpa não era da inacção do ICNF que tutela o espaço? Tanta porcaria que se faz na Figueira com preterição de concurso, e logo aqui temos que ter "concorrência"!!
- E no tema Serra da Boa Viagem, é também inevitável que, reconhecendo o bom serviço feito na pavimentação de parte da estrutura rodoviária que a atravessa, se "borre a pintura" não asfaltando o principal acesso - Teimoso/Abrigo - que se encontra esburacado, a par do troço de acesso ao Farol que se encontra ainda pior.

Couto Mineiro da CIMPOR: Há por aí notícia de que a CMFF ganhou a batalha da propriedade dos 74 hectares que faziam parte do couto mineiro do Cabo Mondego. Não vi a sentença, não posso confirmar. Mas certo é que tendo ganho a batalha, há 2 aspectos que me suscitam a mior curiosidade:
- A recuperação do local, esventrado por anos de exploração cimenteira, caberia, legalmente, à empresa concessionária, a suas expensas e em prazo determinado. A exploração terminou, tanto quanto sei, em 2013. Para além de um guarda à porta, não vi qualquer sinal de intervenção, fosse no cobrir das cicatrizes, fosse sequer na remoção de toda a maquinaria e edificado do local. A CMFF apertou com a CIMPOR ( ou Camargo Correa )?
- E assumindo que o local é já, em definitivo, domínio público, o que é que já foi feito ou pensado pelo executivo camarário para o local? O que não faltam são ideias, de técnicos, académicos e até, pasme-se, de indígenas, que poderiam criar um local de atracção global, do ponto de vista turístico e científico.

Obras de Requalificação de Buarcos: A parte mais mediática da requalificação em curso centrou-se no abate indiscriminado de árvores para acomodar o projecto "betonista" do arquitecto do regime. E que fez o edil quando confrontado com o absurdo da destruição de árvores com décadas? Recuou ligeiramente acossado pelo mediatismo que o Movimento Parque Verde imprimiu ao assunto, mas aproveitando o temporal Leslie, num acto de ressabiamento inqualificável, ordenaram o abate de quase todas as restantes para as quais o dito movimento tinha conseguido um "adiamento na execução". E não colhe o argumento de que irão haver mais árvores do que anteriormente, porque tal facto não exclude que as que há décadas ali singravam, tinham possibilidade de continuar, assim houvesse sensibilidade ambiental do edil.

Obras de Requalificação do Cabedelo: Sendo matéria que não tenho acompanhado de perto, ainda assim vou lendo que além da notória falta de conhecimento local na elaboração do projecto ( e até algum fio de acomodação de interesses particulares próximos à governação ), existe de forma mais flagrante, uma desconformidade legal com os planos de ordenamento em vigor para aquela área. Atendendo a que a obra é responsabilidade da APA, neste caso, o que deveria um presidente de câmara fazer? Analisar se a obra serve o local, os locais e o concelho, e se respeita a lei. O que é que fez? Pugna, quando instado a fazê-lo nas diversas  reuniões de de câmara ( e quando instado a explicar ) pela legalidade e bondade do que está a ser feito, em flagrante oposição a quem está no terreno e conhece a realidade. Tutelando agora a APA, não me parece que vá dar ouvidos aos indígenas informados.

Molhe Norte e a Erosão: O maior areal urbano da Europa. Tinha de ser assim? Não. Resolve-se como? Com soluções técnicas adequadas e comprovadas, as quais são encontradas nas conclusões de estudo ou estudos sobre a questão concreta. Custa dinheiro? Sim. Parece que 100.000€. Se a entidade responsável ( APA, outra vez? ) não se "encosta ao balcão", há algum impedimento a que a CMFF o faça? Dinheiro. Câmara pobre, que só agora saíu do espartilho financeiro. O que não impede que ache que 3.000.000€ em dragagens é uma solução boa, mesmo que não resolva o problema de fundo, e os efeitos se restrinjam a um par de anos. Mas descansem, que para Carnavais e arraiais há sempre guito. E o que tem mais impacto na Figueira a prazo? O Carnaval e os festivais, ou uma intervenção que resolve o problema de um areal que descaracteriza a Figueira e uma erosão que coloca em risco os aglomerados populacionais do sul do concelho?


Parque Verde Urbano: O “corredor verde urbano”, supostamente localizado à entrada da Figueira, naquilo a que se chama várzea, é uma promessa eleitoral de João Ataíde, e destinava-se ( presumo ), a consolidar a zona que Pedro Santana Lopes, no seu consulado, designou como “futuro parque verde urbano” ( ainda lá está a placa na entrada da Figueira ). Mesmo sabendo o valor da promessa eleitoral e a palavra dos políticos, o corredor verde neste momento já conta com pelo menos 3 superfícies comerciais de grande dimensão, e está uma ainda maior em fase de construção. Tudo, conforme explica o edil, para que “os de fora possam cá vir fazer compras”. De corredor verde a corredor cinzento. Mudança de tonalidade, apenas isso.

Mais situações existem, muitas fora da freguesia de Buarcos, mas no concelho, que merecem ser abordadas por quem tenha mais conhecimento das mesmas.

Positivo da nomeação, é o facto de nos livramos dele com 10 anos de atraso, mas mesmo assim 2 anos antes do previsto. Para quem nunca cá quis estar ( isto de ser presidente de câmara e ter de aturar munícipes deve ser aborrecido ), acredito que seja também com enorme regozijo que se despede. Negativo, é que a vereação continua, agora encabeçada por um Figueirense que deu cobertura integral à governação do anterior, e isso, meus caros, não augura nada de bom.

Votos de maiores sucessos ao senhor secretário do ambiente.
 

quarta-feira, 27 de março de 2019

Pumba!!






Há cerca de 1 ano, a propósito da curva do cemitério, enviei ao dr. Carlos Monteiro, Vice-Presidente da C.M.F.F., mail que publiquei aqui, cuja resposta transcrevi então.

O trecho fundamental da resposta do edil, é a seguinte:


B) No que diz respeito aos trabalhos efetuados no âmbito da empreitada de beneficiação da curva do cemitério:
Foram implementadas várias medidas de acalmia de trafego, que se consideram eficazes e bastantes para aumentar a segurança rodoviária na zona e consequente redução da sinistralidade. 
Destacam-se:
Bandas cromáticas – numa sequência de pares de linhas transversais contínuas com espaçamentos degressivos – facilmente legíveis, foram aplicadas antes da curva, para alertar para a necessidade de praticar velocidades mais reduzidas, nesta zona, complementando a sinalização vertical de perigo existente.
Corsafe – Este tipo de sinalização horizontal de área colorida em vermelho anti-derrapante, foi aplicada com resinas coloridas de alta visibilidade, alta refletividade, claramente visível. Com todas estas propriedades, alerta os condutores, melhora o atrito e visibilidade na área da curva (propensa aos acidentes).


Hoje, 27 de Março, mais um poste deitado abaixo pelo despiste, presume-se, de uma viatura automóvel.
Excesso de velocidade? Talvez. Alcoolemia acima do legalmente permitido? Talvez. Distracção causda pelo uso de telemóvel? Talvez.
Seja qual for o "talvez", o que lá está em termos de medidas de segurança, conforme explicitadas pelo sr. Vice-Presidente, não é manifestamente suficiente para acautelar a continuidade dos acidentes e, esperemos que não, evitar uma tragédia como as que se verificaram demasiadas vezes no passado, naquele local.

sr. Vice-Presidente, dr. Carlos Monteiro:

Seja proactivo, seja cauteloso, seja sensato e considere a opinião de quem já viu muita desgraça ali.
Se não o fizer, eu serei dos primeiros a ir atrás dos responsáveis quando - esperemos que não - alguma desgraça acontecer.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Votar ou responder ao INE?

O voto é uma faculdade, um direito, cujo não exercício não acarreta qualquer penalização directa e imediata para o não-eleitor. O Estado entende que assim deve ser.
Contudo, o mesmo Estado, penaliza com coima de 250 a 25.000€, quem não tenha disponibilidade ou pura e simplesmente não queira, responder a umas perguntas do INE ( Instituto Nacional de Estatística ) sobre, a título de exmplo, um "inquérito sobre o emprego".
Estranho Estado.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Agora que o Cabo Mondego é de novo domínio público ( diz-se por aí ), venham de lá ideias.



Contributo para a Valorização e Recuperação das Pedreiras do Cabo Mondego

Potencial para Geoturismo
                                           
 Andreia Sofia Albino Romeiro
               
Dissertação para a obtenção do Grau de Mestre em Arquitetura Paisagista


https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=6&ved=2ahUKEwjqkYKFs97fAhWGnhQKHYpSDrgQFjAFegQIBBAC&url=https%3A%2F%2Fwww.repository.utl.pt%2Fbitstream%2F10400.5%2F12919%2F1%2F01_ROMEIRO%252C%2520A.S.%2520-%2520Contributo%2520para%2520Valoriza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520e%2520Recupera%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520das%2520Pedreiras%2520do%2520Cabo%2520Mondego.pdf&usg=AOvVaw2zCM405PAoU7d8K2_4vg_H

Intérprete, procura-se.

Isto é...?





P.S. Na versão mais Buarqueira...Quéisto Pá??

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Demorou uns anos, mas finalmente vai voltar a haver luz no...túnel.

Anos, para resolver algo tão prosaico.
Os pormenores importam, senhores autarcas. As pequenas coisas têm impacto nos lugares e nas pessoas.
Continuem, que há aí muita coisa pequena a precisar de atenção. Nós e Buarcos, agradecemos.


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A Figueira merece o esquecimento. Alguns Figueirenses, não.

A participação cívica na Figueira, é isto...

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Paulatinamente...

Se os fenómenos como aquele que se abateu sobre nós não são imputáveis à incúria ou inacção de alguém em concreto, o que se faz posteriormente é responsabilidade de todos, privados e poderes públicos.
Todos os privados tentam reparar as suas vidas como podem.
Alguns ( quero pensar que muitos! ), vão ainda para além da coisa individual, e dão o seu esforço, pequeno ou grande, em prol da coisa comunitária, limpando e removendo os detritos espalhados por toda a malha urbana.
Tendo presente que a autarquia não tem ( nenhuma tem! ) meios infinitos, espero que cumpram com o seu dever. Parte do meu bairro já cumpriu com o seu.
Aguardamos, C.M.F.F..



domingo, 14 de outubro de 2018

Leslie e o pé-frio.

Infelizmente, mais uma data para a memória Buarqueira registar pela negativa.
Pude constatar, girando desde as 8:00 da manhã, aquilo que aanoite já fazia antever:  Caos e destruição em toda a malha urbana ( e na serra também ).
O que eu não vi ( e farei a adenda com pedido de desculpas, se me provarem errado ), foram operacionais no terreno a limpar ( excepção a um par de carrinhas da Vibeira ) e os responsáveis autárquicos a acompanhar.
Como a Câmara tem portas fechadas e só o carro oficial à porta, posso assumir que sendo domingo, estão de gozo de fim-de-semana.
Sendo assim, eu e outros operacionais privados, vamos limpando telha partida e vidro das ruas onde moramos, esperando que um dia destes os operacionais públicos venham buscar os montes de entulho que nós juntámos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Serra de Monchique / Serra da Boa Viagem: a história repete-se.

Numa altura em que na Serra de Monchique lavra um incêndio há já 7 dias, é inevitável olhar para a Serra da Boa Viagem, e apercebermo-nos das semelhanças.
A Serra da Boa Viagem foi palco de 2 grandes incêndios nos últimos 25 anos: 1993 e 2005.
O de 1993, que começou na vertente norte em 20 de Julho, ardeu durante 3 dias e passou por 1.170 hectares do perímetro florestal, incluíndo o Prazo de Santa Marinha. Recordamo-lo sobretudo porque queimou a maior parte da vegetação da serra como a conhecíamos ( restou a mancha em redor do Santo Amaro ) mudando a fisionomia daquele lugar ( vídeo do Rally do Centro de 1989 - https://www.youtube.com/watch?v=D-F8F_lwOfU  ) e destruiu o Abrigo da Montanha.
( Uma boa análise técnica deste incêndio, aqui. )

O de 2005 começou a 2 de Outubro, sendo extinto 1 ou 2 dias depois.
Ambos consumiram uma grande fatia da vegetação de grande porte na serra, e na falta de uma reflorestação ordenada e implementação de controlo de espécies oportunistas ( acácia principalmente ) deram origem ao aparecimento desenfreado dessas mesmas espécies. Escusado será dizer que estão em crescimento há 13 anos, e a única intervenção de que me tenha apercebido, é uma "rapagem" de mato de algumas bermas das estradas que traçam a serra.

E o que é que isto tem a ver com Monchique? Tudo.
Lá, como cá, não foi feita uma intervenção pensada para evitar que o coberto vegetal crescesse desenfreada e desreguladamente desde o último grande incêndio ( 2003 ), e segundo as opiniões que vou ouvindo e lendo, tal acumulação de combustível - leia-se, vegetação - tornou-se um desastre à espera de acontecer. Demorou 15 anos. Mas não falhou.
E a serra da Boa Viagem?
Na minha pouco técnica opinião, está carregadinha com o tal combustível que vem a acumular desde 2005 ( 13 anos ), e basta que um qualquer pirómano, são ou maluco, coloque o fogo no sítio certo,  para que, com as condições de vento que se fazem sentir hoje, num ápice a serra volte a 1993 e 2005, e se coloquem vidas e bens em perigo.
Esta é obviamente uma questão a resolver por instituições da administração central e pelo Governo, mas é algo que a CMFF da Figueira da Foz devia ter como prioridade desde o momento em que o incêndio de 2005 ( e especialmente o de 1993 ) foi dado como extinto.

Haverá quem veja nos meus textos uma grande dose de negativismo e morbidez, mas eu é que sei o que gosto desta terra, e a frustração que tenho em ver que se podia fazer tanto e se faz tão pouco.
Passo muitos dias a palmilhar esta terra, seja à borda do mar seja nos caminhos da serra, de carro, a pé, de bicicleta, e isso dá uma perspectiva mais próxima, e que permite que me aperceba do que não é feito e que devia sê-lo, não porque eu acho, mas porque é uma necessidade para a comunidade, e faz parte do dever de um autarca eleito.

Infelizmente, é muito provável que o futuro próximo me dê razão, e que tenha de andar de mangueira de jardim na mão, a tentar proteger do fogo aquilo que é de família, amigos, conhecidos e até de estranhos. 






quarta-feira, 8 de agosto de 2018

É isto tudo.


https://aventar.eu/2018/08/08/coimbra-mare-baixa/


Coimbra queria turistas. Têm-os. Mas não mexe um dedo para merecê-los. Saca deles o que pode e trata-os, e aqui é que bate o ponto, tão mal como trata os seus cidadãos. E uma cidade que não cuida da felicidade dos seus habitantes, não cuidará da dos visitantes, mesmo que pareça fazê-lo. E está destinada a perder o melhor de uns e outros.

A sina deles é também a nossa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Contraste.



 http://outramargem-visor.blogspot.com/2018/08/misterio-dos-misterios.html


Buarcos é um destino turístico, apenas quando as temperaturas se chegam ou ultrapassam os 30º. Ponto.
Tive oportunidade de registar a influência do tempo no "movimento" estival em Buarcos, de 1995 até 2013. É empírico e inequívoco: sol, muita gente. Sem sol, népias.
E enquanto só tivermos sol, muita areia e água fria, vai ser sempre assim, ainda que os autarcas locais regozijem com as enchentes nos fins-de-semana de calor, como este que findou.
Mas não é uma inevitabilidade. Temos uma terra fabulosa, em que podiam ser replicados conceitos e atracções que fazem parte do turismo "moderno", e com as pessoas certas, podiam até aparecer conceitos e valências inovadoras ou pelo menos vanguardistas.
Eu vislumbro algumas, mas não adianta dar pérolas a porcos surdos que preferem foguetes e bailarico, restando esperar que esta fauna desande para as respectivas aposentações.
Entretanto, perdem-se anos a fazer nada. Pena. Esta terra merece tanto mais, e tem mais tanto para dar.

sábado, 28 de julho de 2018

Arriba PERIGOSA no Cabo Mondego.

Valha-nos a actuação da Autoridade Marítima, com a proverbial competência de tudo que é "autoridade" na Figueira da Foz.
Vê-se claramente que aquela "arriba" está em risco de colapso há pelo menos 55 anos. Exigia-se acção. Ela aí está. Depois não digam que eles não avisaram.

Como é que esta malta "arriba" aqui, é que eu não sei.



P.S. Daqui para norte, só voltam a ter placas nas arribas da Praia de Quiaios (!).
Tenho de lá ir ver se já desabaram.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Xanatices.


E com esta obra de arte, tenho quase a certeza que estragaram definitivamente o projector.
Esta rapaziada deixa-me sem palavras.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Será que eu é que sou pessimista?



Há uns meses atrás, enviei um mail ao Vice-Presidente da CMFF, dr. Carlos Monteiro.

Porque entendo ser um acto público, ainda que circunscrito aos endereços de duas pessoas, transcrevo o texto:

Exmo. Senhor Vice - Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz
Dr. Carlos Monteiro

Os meus cumprimentos.

Interpelo-o na sua posição de Vice-Presidente da C.M.F.F., para, na minha qualidade de nado e criado em Buarcos há mais de 54 anos, colocar ênfase em duas situações que, cabendo nos pelouros atribuídos a Vª. Exª., deveriam ser abordadas e para elas encontrada uma solução.

Primeiro, a curva do cemitério de Buarcos:

Para quem tenha idade para se lembrar ( ambos temos ), a curva do cemitério sempre foi problemática e fértil em acidentes, com algumas vidas perdidas naquele local, antes e depois da construção da marginal.
A colocação de material anti-derrapante e as lombas de regulação de velocidade ( algures nos anos 90 ou 2000 ), introduziram um grau de segurança que, tanto quanto me lembre, permitiu que desde então até à substituição operada recentemente naquele piso, o número de acidentes ( essencialmente despistes )  baixasse drasticamente, e o número de fatalidades, tanto quanto a memória me serve, fosse nulo.
Substituido que foi o piso, já no decorrer de 2017, verifiquei já e pelo menos, dois violentos acidentes ( despistes ), que resultaram em postes de iluminação colapsados, e alguns metros de muro danificados e/ou destruídos.
Não querendo nem tendo suficiente conhecimento para avançar com conclusões acerca do piso aplicado ( de todo o modo aconselho-o a experimentar travar nele, com alguma chuva ou humidade, quer na curva referida quer na rotunda do E. Leclerc ), e mesmo concedendo que em tese, o mesmo é apto ao final a que se destina, penso que é absolutamente curial que Vª. Exª. se debruce sobre a circunstância daquele passeio ser utlizado por centenas ( se não, milhares, presente remetente e destinatário incluídos ) de pessoas por dia, essencialmente numa vertente de lazer, aproveitando um dos melhores cenários de caminhada urbana que conheço em todo o mundo ( a nossa marginal oceânica ), e na tragédia que pode representar, um despiste automóvel naquela zona.
A solução, permita-me sugerir, passa por instalar um rail de protecção, segregando o passeio da faixa de rodagem, o que, podendo em tese não evitar todas as possibilidades de alguém ser atingido, mitigará grandemente a probabilidade de tal.
Não conhecendo os preços de mercado para tal obra, sabemos que tal é comportável por uma Câmara que tem quase finalizado o plano de saneamento financeiro e, mesmo que dificuldades orçamentais fossem impeditivas, parece-me que sendo a primeira missão de qualquer autarca, o bem estar e segurança dos munícipes, Vª. Exª. encontraria seguramente forma de efectivar aquele objectivo primordial.

O segundo aspecto, contende com aquilo que na opinião de muitos munícipes e também de quem nos visita regularmente, se trata de uma obra boa mas inacabada. Falo da ligação do Teimoso ao Abrigo da Montanha e ao Farol do Cabo Mondego.
Asfaltar cerca de 9.200 metros de ligações dentro da belíssima Serra da Boa Viagem, e deixar uma "nódoa" de cerca de 1.500 metros nos troços que ligam o cruzamento da Casa do Guarda ao Abrigo, e daquele local ao Farol do Cabo Mondego, é sem dúvida não ser consistente com as loas e os anúncios que a C.M.F.F. tece e concede, àquele que é, repito, um dos ex-libris da Figueira da Foz.
Faça ou lute por isso sr. Vice-Presidente. Talvez os que no elenco camarário não são da Figueira, não percebam a alma daquele local, mas eu sei que Vº. Exª., retirado o elemento político, é um Figueirense que sente a Figueira e partilha desta posição. E acredite que serão estas posições que tome agora, que as pessoas recordarão mais à frente, quando, como parece, se alcandorar a outro lugar.

Na expectativa da sua melhor recepção,

Cordata e atentamente sou,


Joaquim Cravo


A resposta, cujo atraso relevei pelas razões que na mesma o dr. Carlos Monteiro apresentou, é a seguinte:


Ex.mo Senhor Dr. Joaquim Cravo,

Em primeiro lugar, as minhas desculpas por só agora responder ao e-mail que me enviou a 11 de Fevereiro. Por lapso, julgava que já lhe tinha sido dada uma resposta. Só me apercebi de que tal não tinha sido feito, quando fui alertado para o facto de o assunto ter sido comentado num blog.

Relativamente às questões que coloca, valido as informações infra dos serviços.
 
"Assunto 1
 A) No que diz respeito ao acidente ocorrido na curva do cemitério:
Não se trata de dois acidentes, mas apenas de um, que envolveu duas colisões uma no muro de proteção da praia e outra no poste de iluminação pública.
Este acidente ocorreu em circunstancias particulares/especiais:
Segundo o auto de ocorrência da PSP, o acidente ocorreu às 4h da madrugada. O condutor em causa, não tinha carta de condução, não tinha o veiculo segurado e acusou uma TAS de 1.69g/l, motivo que levou a ser detido.

B) No que diz respeito aos trabalhos efetuados no âmbito da empreitada de beneficiação da curva do cemitério:
Foram implementadas várias medidas de acalmia de trafego, que se consideram eficazes e bastantes para aumentar a segurança rodoviária na zona e consequente redução da sinistralidade. 
Destacam-se:
Bandas cromáticas – numa sequência de pares de linhas transversais contínuas com espaçamentos degressivos – facilmente legíveis, foram aplicadas antes da curva, para alertar para a necessidade de praticar velocidades mais reduzidas, nesta zona, complementando a sinalização vertical de perigo existente.
Corsafe – Este tipo de sinalização horizontal de área colorida em vermelho anti-derrapante, foi aplicada com resinas coloridas de alta visibilidade, alta refletividade, claramente visível. Com todas estas propriedades, alerta os condutores, melhora o atrito e visibilidade na área da curva (propensa aos acidentes).
Pode ainda acrescentar-se que esta solução constitui uma boa solução em termos de durabilidade, apresenta uma boa relação custo/beneficio, uma alternativa de alto desempenho às pinturas de sinalização viária convencionais, com excelentes propriedades de resistência à derrapagem e com excelentes resultados a nível de segurança rodoviária.
Refletores de estrada em vidro temperado– habitualmente designados por olhos de gato, com a sua capacidade de refletir a luz dos faróis dos automóveis, durante a noite, foram aplicados para auxiliar / indicar os limites da faixa da rodovia, advertir e orientar os utentes nesta área propensa aos acidentes."

Acrescento que, no que diz respeito à sugestão de aplicação de guardas de segurança tipo JAE para proteção do peão, consideramos que a velocidade permitida no local não justifica o equipamento referido, provocaria problemas de mobilidade, além de que a mesma teria um impacto estético que não se coaduna com o espaço.

"Assunto 2
Os troços que a Câmara Municipal beneficiou recentemente, na área envolvente à serra da Boa Viagem foram:
1.Troço da estrada da Serra entre o Restaurante Teimoso e a Rua do Algarve;
2.Troço Restaurante Abrigo da Montanha / Povoação da Serra;
3.Troço de acesso à Bandeira pela estrada Restaurante abrigo da Montanha / Povoação da Serra;
4.Estrada da Serra desde a povoação da Serra até ao Eleclerc."

Acresce ainda dizer que não se beneficiaram os seguintes troços, pelas razões que se expõem: o troço da estrada da Serra, entre a Rua do Algarve e o Restaurante Abrigo da Montanha, dado que, entre todos os troços, era o que se apresentava em melhor estado de conservação; a estrada que liga o Farol do Cabo Mondego à estrada de acesso à Bandeira – Buarcos, uma vez que a conservação desta via é da responsabilidade da Autoridade Florestal e não a considerámos prioritária nesta empreitada.


Cumprimentos,

Discordo da argumentação, e se a questão do troço do Abrigo da Montanha se explica a si mesmo para quem lá queira passar, já a curva do Cemitério, se não se evidenciar por alguma tragédia que ali venha a acontecer, é mais do que claríssima pelo número de acidentes, travagens, postes e bocados de muro deitados abaixo ao longo do tempo, alguns, frescos de semanas.

Estando a secção dos comentários "aberta", era bom que quem tem opinião se pronunciasse.