quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Graveyard.


9 quilómetros de costa, uma data de "cadáveres" estropiados.
Este tem sido, e é, o destino final de muitos navios.
Alguns daqueles em que naveguei, pereceram aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A dança das algas.

Assim se podia chamar o vai-e-vem a que se assiste na praia de Buarcos. A maré sobe, as algas navegam, a maré desce, e elas encalham. Eu sei que a época balnear já acabou, e é menos premente retirar aquela massa da praia. Mas, e segundo a opinião de quem já viu mais disto do que eu ( e também segundo um raciocínio lógico), as algas "encalhadas" acabarão por apodrecer, e aí, em vez do agradável cheiro a maresia, teremos o nauseabundo cheiro a putrefacção. Curiosamente, por estes dias de chuva, lá andou a inevitável escavadora a abrir vala para escoar o acumulado da Várzea. Não teria dado para juntar um tractor com reboque, e dar solução ao problema sobredito?
E, tanto quanto sei, nenhum dos candidatos à autarquia se manifestou quanto a esta questão. E quando digo manifestar, falo de declaração formal, e não conversa de sede de campanha, de café ou no meio de uma qualquer ( agora famosas) arruada.
Os respectivos estrategas lá saberão o caminho que os respectivos candidatos deverão trilhar. Mas se a diferença se faz pelo pormenor ( este até é um "pormaior", atento o espesso manto de algas!), e sendo certo que ainda existe muita gente indecisa quanto ao sentido de voto, talvez ajudasse a clarificar quem está mesmo interessado em gerir, e quem apenas quer aparecer.

Digo eu.

sábado, 8 de agosto de 2009

...



Se o problema é o caixote do lixo ( seguramente que não é a educação das pessoas!!!), porque é que não o retiram?




À volta até tem um aspecto arranjadinho. O mesmo não acontece em cima, conforme se constata pela foto. Um pavimento e umas mesas para merendas. Não?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O meu voto vai para...


Travessa que vai da Rua Goltz de Carvalho para a Rua da Medalha.

Travessa da Rua da Medalha.

Muralha, junto ao Café com o mesmo nome.


1ª Travessa da Rua Goltz de Carvalho.

...o candidato que, de forma séria, se comprometer a, pelo menos, não deixar que em pleno mês de Agosto, Buarcos tenha este aspecto:

sábado, 1 de agosto de 2009

Já...


...se esperava que saísse uma parvoíce deste tipo. Mas alguém acredita que o sentido cívico dos portugueses se compadece com a fórmula "apenas para moradores"?
Na minha cáustica opinião, o problema reside na falta de coragem para dizer "não". Mas se acham que mais carros equivale a mais e melhor turismo, fiat voluntas sua.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quod Necessitas?

Sem querer dar ares de pompa e erudição, o título reflecte essencialmente uma pergunta que faço a mim mesmo inúmeras vezes:

"O que é essencial para Buarcos?"

Ocorrem-me de imediato:

1. Cosmética.

2. Policiamento.

3. Cosmética.

4. Disciplinamento e ampliação do estacionamento existente, especialmente em período de férias de Verão.

5. Cosmética.


Há mais, muito mais. E em muitas das coisas que Buarcos necessita, eu não pensei sequer. Mas sou um bom ouvinte/leitor. Disponho-me a ouvir/ler as opiniões/sugestões de outros.

P.S. Se acharem que no presente, Buarcos tem uma imagem suficientemente cuidada, ignorem os itens 1, 3 e 5.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

In Publico, 18.06.09

Deco contra as fortes variações praticadas no preço da água entre os vários concelhos do país

18.06.2009 - 07h15
Por José Manuel Rocha
O preço de cinco metros cúbicos de água fornecida pela rede pública tanto pode custar 0,75 euros (na Chamusca) como 8,34 euros (na Figueira da Foz). São os valores apurados pela Deco num observatório que engloba 41 municípios. A associação de defesa do consumidor exige transparência no sector e regulamentação que conduza à harmonização dos tarifários que estão a ser praticados.A Deco, em comunicado emitido ontem, considera que as disparidades observadas nos concelhos que tem sob monitorização “são manifestamente injustas para os consumidores” e acrescenta que as diferenças apuradas não têm “qualquer tipo de justificação económico-financeira”.Os preços mais baixos de fornecimento de água encontram-se nos concelhos onde é a câmara local a gerir o serviço. É o caso do município onde se apura o valor de fundo de tabela – Chamusca. Situações idênticas ocorrem em Ponte de Lima, em Caminha, em Évora e em Vila Viçosa.Onde o serviço foi concessionado a empresas do sector privado, o caso muda de figura: os valores são geralmente mais elevados. É o caso da Figueira da Foz, onde cinco metros cúbicos de água custam 8,34 euros (este valor inclui a componente volumétrica e a tarifa fixa mensal). Outros exemplos podem ser avançados: Mafra (7,87 euros), Tavira (6,50), Matosinhos (5,68). A média de preços apurada pela Deco para o total dos concelhos analisados é de 4,97 euros por cinco metros cúbicos. Para além das disparidades de preços, a DECO detectou também uma enorme diversidade de escalões de contagem, que podem ir de apenas 2 (Mafra) a 18 (Castelo Branco), desconformidades na dimensão dos escalões e diferentes formas de cálculo do valor a pagar. Há municípios, diz a associação, que fazem com que o utente pague todo o consumo com base no custo do escalão do último metro cúbico.A DECO propõe, num movimento que apelidou de “Água a Preço Justo”, que sejam harmonizadas, em todo o país, as estruturas tarifárias de água, nomeadamente através da utilização de “um número homogéneo e racional de escalões na componente volumétrica do tarifário”. A associação pretende, ainda, que seja estabelecida uma estrutura de tarifas simples e transparente, de forma a que o consumidor fique claramente informado sobre o valor que tem de pagar.A correcção de injustiças implica, para a Deco, o fim dos contratos que impõe, para a totalidade do consumo, o preço do escalão do último metro cúbico consumido. E a transparência determina, segundo a associação de defesa do consumidor, que as empresas que gerem os serviços publicitem a justificação dos valores cobrados.


A DECO demora a tirar conclusões. Com esta notícia, aposto que vai renascer o movimento contra o preço da água na Figueira.

terça-feira, 16 de junho de 2009

3588?

Recebi duas sms deste número. A primeira, com a epígrafe "Caro amigo:", consiste num convite para estar presente na apresentação da candidatura do Dr. João Ataíde à CMFF. Até aqui, aplauso para o uso dos meios tecnológicos, o que não sendo novidade, demonstra que quem a eles recorre, está informado do peso e valia que intrinsecamente representam.
Mas não ficou por aqui.
Nova sms, e o conteúdo integral é o que, sem qualquer vénia, transcrevo de seguida:

"O Candidato do PS à Câmara da Figueira, aparece hoje na página 140 da revista TV 7 dias, ao lado do actor Joaquim de Almeida."

Será que alguma alma caridosa me explica o sentido/objectivo/pertinência/razoabilidade disto, e me indica o iluminado estratega desta candidatura????

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Estamos entregues.

Dou por mim a assistir a demasiados debates. O último, na TVI24, no que me parece ser um programa semanal, junta duas figuras sinistras: Morais Sarmento do PSD, e Augusto Santos Silva do PS. Curiosamente, ambos fazem o mesmíssimo papel para os respectivos partidos: cão-de-fila.
Como é óbvio, daqui não pode resultar nenhuma conversa de utilidade para o comum espectador, nem a apreensão de regras cívicas. Os personagens agridem-se ( verbalmente, sendo certo que o Morais Sarmento, ex-boxeur, devia estar com uma vontade enorme de fazer uns rounds!), embrenham-se em jogos de palavras de que nenhum esclarecimento emerge, e mostram-nos sem qualquer nuance, a qualidade dos políticos democratas que temos.
Não nutro simpatia ou afinidade por nenhuma das formações partidárias em confronto, e até epitetei os contendores de, "sinistros". Mas a abordagem deste Santos Silva ( seguramente mandatado pelo amo), neste e noutros contextos, não deixa de me causar um frio na espinha, talvez comparável àquele que causava a outros, noutros tempos, quem se encarregava deste papel no Estado Novo.
Execrável personagem. Execrável classe política que temos. Pobre País.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Os candidatos europeus.

Vi parte do Prós&Contras, vi a quase totalidade do debate de ontem à noite na SIC.
Como no primeiro, também este último pugnou pelas picardias entre os candidatos, especialmente as duplas Rangel/Vital e Vital/Melo. A representante do PCP, pese embora a convicção com que debita o seu discurso, não evita que tudo soe a verbalização da cartilha do partido que representa. Já Miguel Portas, é, em minha opinião, senhor de um discurso muito equilibrado, toca nos aspectos fundamentais - ainda que não diabolize tanto a banca como o faz o seráfico secretário do seu partido -, e vê-se pela ausência, ou pouca resposta dos outros, que o que diz é realista.
O Dr. Vital Moreira ( a inclusão do título é propositada, porquanto não me parece que lhe agrade o tratamento sem ele, e eu não sou o Miguel Portas para se lhe dirigir no registo de "ó pá Vital!") é um daqueles personagens de que não se pode gostar. Atento o seu estatuto ( e é provavelmente esse o fundamento que pensa servir à sua inatacabilidade) enquanto professor de direito de uma das mais bafientas universidades deste país - onde ainda perdura o pior das mentalidades de antanho - e embora reconhecendo que o homem até deve ser bastante inteligente, tenho para mim como intrigante esta postura de "papagueamento" de estatísticas e outros números, a par de uma soberba inqualificável, na forma como classifica e descarta os comentários que os outros lhe fazem a si ou às considerações que tece. Característico, certo. Ficamos por aqui.
No Nuno Melo, senhor de um discurso articulado, sobressai o seu conhecimento das matérias ( dossiers, ou dossiês). E até percebo alguma irritação que o Dr. Vital Moreira lhe cause ( a mim, causa-me!). O que não percebo é a forma quase reverencial como o contraditou no Prós&Contras, parecendo, felizmente, ter perdido algum do "receio", neste debate na SIC. Que assim continue. É que, confrontar não significa afrontar.
Quanto a Paulo Rangel, parece-me um bonequinho articulado, sem grande substância, demasiado agarrado aos chavões habituais. Uma espécie de Ilda Figueiredo à direita. Com este, o Dr. Vital Moreira não tem qualquer trabalho.

Contudo, não deixa de ser perceptível que mesmo nos debates em que o objecto são questões supra-nacionais e eleições para cargos fora de fronteiras, o que ocupa mais tempo de antena é o que cada um dos partidos fez ou deixou de fazer cá. Estranho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Boston Legal.

A propósito de uma série fantástica – Boston Legal – que, segundo parece, acabou por força da conjuntura económica, deixo aqui uma transcrição de uma página pertencente ao Dr. George Marlmenstein, Juiz e Professor de Direito no Brasil (http://direitosfundamentais.net/2009/01/22/boston-legal-the-end/ )

(Nótula: Há toda a espécie de vítimas desta crise que alguns geraram e, culpa do meu cinismo e cepticismo, estes serão os que menos sofrimento terão de suportar. Sim, falo dos banqueiros e de toda a panóplia de operadores/especuladores/chulos financeiros que levaram esta merda ao fundo!)

Transcrevendo:

“ Denny Crane forneceu a melhor explicação que já vi sobre como funciona o raciocínio do juiz. Eis suas palavras:
Primeiro, o juiz joga todos os argumentos em um grande prato e vai mastigando-os um a um, bem lentamente. Depois que os argumentos forem devidamente engolidos, eles passarão por uma fase de “digestão” interna. Só depois, após muito tempo digerindo cada argumento apresentado pelos advogados, é que o juiz… bem… sentencia. “

Mesmo sabendo que isto faz parte de um guião numa série ficcional, e que dificilmente alguém tem este nível de criatividade discursiva, aplaude-se.

É uma pena que acabe.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ainda a propósito...

Dizia-me uma amiga, que no caso dela, o despertar tardio se deveu ao facto de apenas ter encontrado homens desinteressantes. Tenho-a, a minha amiga, em enormíssima conta. Mas confesso que esta coisa do "interessante", para mim, ainda se encontra completamente velada. E as mulheres a quem questiono, apenas adensam mais o "mistério" e revelam um claríssimo dissenso entre as respectivas conceptualizações.

Enfim, gajas!

domingo, 26 de abril de 2009

Clube das Virgens.

Jornal Público, P2, Clube das Virgens. Entrevista com a fundadora/presidente. 26 anos. Está à espera do príncipe encantado. Original.
Pior é se lhe sai um de pila pequena ( sim, elas mentem quando dizem que o tamanho não conta!), e com problemas em passar a marca dos 10 minutos. Obviamente, não lhe desejo nada disso! Mas não me surpreenderia que daqui a uns anos esteja a lamentar as quecas que deixou de dar à espera do sapo, perdão, do príncipe.

sábado, 25 de abril de 2009

Terra dos mortos.

Não, não tenho qualquer tara mórbida com o prefixo necro.
Acompanhei o funeral de uma pessoa conhecida e, como de quando em vez faço, cirandei pelo meio das campas, reparando em caras e datas. Como sempre acontece, deparei-me com rostos da minha infância e adolescência, algumas das quais, confesso, estavam completamente esquecidas, e outras que pura e simplesmente desconhecia terem falecido. É avassalador que tanta gente da nossa vida parta deste mundo sem que nos apercebamos. A mim, entristece-me.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Euromilhões.

Quando há jackpots, o tema de conversa é recorrente: o que farias com 75.000.000€?
E muitos respondem que não sabem o "que é isso"! Presumo eu que queiram dizer que não conseguem imaginar tal quantia de dinheiro. É a dificuldade endógena que temos para lidar com grandezas de alguma ordem ( e já agora, com as escalas pequeníssimas).
Pois bem, eu dou uma ajudinha:

O jackpot de hoje, daria para comprar 4.285.714 pares de Calvin Klein Body Trunk, os quais se vendem a 17,50€. E se isto não chega, digamos que daria para alguém mudar de roupa interior, todos os dias ( há quem não o faça!!), durante...11.741 anos!! :)

Se tiver ajudado alguém a perceber o montante que está em causa, melhor. Se não, pelo menos terá ficado a saber quanto custam uns Calvin Klein Body Trunk. :)

P.S. Declaração de interesses: eu também joguei, sei quanto está em causa, e tenho taaaaaanntos planos para esse dinheiro!!!! :)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Senso-comum?

Pois. O senso, que dizem ser comum, afinal, não é tão comum assim. Basta atentar no que faz notícia e, num registo de maior proximidade, em alguns casos que se passam em torno a nós. A mim, por exemplo, toca-me um caso em que, fosse eu o decisor, mandava internar compulsivamente a vítima ( posição processual) e o agressor ( arguido, posição processual).
Dasse!!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Baja Figueira.

De casa para o escritório, apercebo-me que nenhuma das ruas por onde passo, possui um piso que se possa considerar sequer aceitável. Buracos, desníveis, trincheiras transversais de obras feitas pelos srs. prestadores de serviços. Se não pelos residentes, pelo menos pelos turistas, pavimentem-me a merda das ruas!!!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Encenação.

Há gente ( eu não disse pessoas!)com uma capacidade teatral invulgar. Invejo-as às vezes, durante alguns segundos, mas logo me arrependo. Esperemos que a audiência se aperceba de que o guião é ficcional.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Terra Gira.

Com a devida vénia.

O seu a seu dono, e em obediência ao brocardo, importa referir que a foto que se expõe no cabeçalho, foi importada do extinto figueira.net, página pertencente a António Cruz.
A este, o meu obrigado.

Transcrito de um outro projecto de blogue.

Prólogo.
Pobre terra que não merece as pessoas que lhe calharam em sorte ( azar, digo eu!).

Do bonito se faz feio, e Buarcos merecia bem melhor.

Nos tempos de antanho, em que só a praia da Figueira se conhecia, a Buarcos criticava-se a pobreza, o aspecto indigente, reflexo da gente que acolhia na bonomia da sua enseada.

Mas, tenho para mim que o tempo, mesmo que de progresso, em nada lhe evoluiu a estética. Antes pelo contrário!

Buarcos é hoje um local desregrado, maltratado, desrespeitado, feio.

Culpa exclusiva dos Buarcosenses e da sua paradigmática falta de senso de pertença, vulgo bairrismo.

O desinteresse ( deles, meu, nosso de todos), a falta de orgulho, de vaidade até, conduziu-nos à alternância de um mês de selvajaria, com 11 meses de pachorrenta e inerte modorra.

A Figueira finge que Buarcos inexiste, despreza-a e, porque lho permitem, espezinha-a sem oposição de quem a deveria defender; os de cá!

Que me lembre, nunca me apercebi que Buarcos fosse publicitado. Nunca a vi na televisão, nos jornais, nas montras de agências de viagem.

Mesmo quando a Figueira estava na moda, era só ela, e nunca o lugarejo na ponta norte da enseada.

Politiquices ao largo, sempre me pareceu que os autarcas locais ora se colocam de cócoras perante o poder da Câmara, ou pura e simplesmente viram igual parte da anatomia aos Buarcosenses.

Triste terra. Gente triste.

Renovação.

Finalmente, alguma obra que se veja ( esta vê-se muito bem!).
A 5 de Outubro mais parece (é!) um estaleiro de obras. Segundo dá para perceber, todas as condutas de saneamento vão ser mudadas, e o piso, espera-se, melhorado. Acho muito bem. E acharia também de uma enorme clarividência, se após o término das obras, determinassem o encerramento daquela rua ao trânsito automóvel. Sim, sei que há pessoas com garagens, e negócios que precisam de ser abastecidos. Criem-se permissões especiais para os que realmente utilizam as garagens ( e só esses!), e iguais faculdades para os fornecedores ou titulares de negócios que precisem do acesso para abastecer. Mas só a estes, e fiscalizando e prevenindo o acesso a outros. Mas atentando na falta de sensatez e civismo que se pode constatar na utilização da agora encerrada Rua Goltz de Carvalho, antevejo grande azáfama para os "fiscais". Mas se só aprendem pela repressão, reprima-se sem dó. Também,alguns dirão que são mais umas centenas de estacionamentos que se perdem, logo, menos gente que aqui virá. Contudo, se bem repararem, o que não falta nos meses de férias são carros ( cada vez mais), e nem por isso se vê um qualquer acréscimo nos negócios (ou pelo menos, assim dizem os comerciantes).
É que, na minha subjectivíssima opinião e sem qualquer estudo à frente, não vejo qualquer mais-valia em ter 3000 viaturas a chegar todos os dias a Buarcos, quando a esmagadora maioria dos ocupantes daquelas, apenas vem usufruir da praia, não deixando nem um cêntimo em qualquer área de comércio local. E se acham que exagero, percam um bocadinho do vosso tempo, e atentem nas filas ao fim da tarde em direcção à saída, e nos lugares vazios nos parques de estacionamento. E já não é de agora.
Se me disserem que fica bem uma praia cheia e um lugar completamente congestionado de viaturas estacionadas nos mais estranhos locais, muitas vezes sem qualquer respeito pela livre circulação, e que isso significa que temos um qualquer recorde de frequentadores, logo, somos os maiores, então, seja. Eu discordo.
Veremos mais adiante.